A privatização da SABESP, concluída em julho de 2024 por Tarcísio de Freitas, foi vendida como modelo de eficiência, mas os primeiros resultados são sombrios. Desde que a Equatorial assumiu, houve queda na qualidade dos serviços e aumento recorde de reclamações — 1.651 em outubro de 2025. Além disso, mais de 2 mil funcionários foram demitidos, com parte das dispensas considerada ilegal pela justiça. A “modernização” significou precarização do trabalho e perda de expertise, priorizando o lucro dos acionistas.
Na gestão da crise hídrica, a SABESP adotou restrição deliberada de água, afetando as periferias enquanto mantém a receita. Ao contrário da crise de 2014/2015, quando a empresa pública incentivava a economia, a SABESP privatizada aumentou a retirada de água dos reservatórios em 30%, agravando o colapso do Sistema Cantareira. O governo Tarcísio, que perdeu o controle da companhia, agora tenta usar fundos públicos para segurar tarifas que explodirão após 2026. A venda, feita com apenas uma interessada e 22% abaixo do valor de mercado, foi um “presente” ao mercado financeiro, escancarando o descompromisso com o direito humano à água.