A gestão Tarcísio de Freitas transformou a política de pedágios em São Paulo num “caça-níqueis” sobre rodas, revelando subserviência ao grande capital. O discurso do pedágio eletrônico (free flow) como modernidade contrasta com a multiplicação de cobranças e superfaturamento. Na prática, pórticos foram instalados em trechos urbanos antes isentos, forçando moradores a pagar para se deslocar entre bairros, como na Raposo Tavares e na Rio-Santos, onde há relatos de pedágio até para ir à padaria. Falhas no sistema geram multas e juros indevidos.
Sob pressão popular, o governo recuou de alguns pedágios, mas anunciou aumento nos demais ou uso de dinheiro público para subsidiar empresas — a população paga duas vezes. Além disso, Tarcísio deu um “presente” bilionário às concessionárias com reequilíbrio de R$ 2 bilhões referente à pandemia, sob falta de transparência. É um governo que trata infraestrutura como mercadoria e o direito de ir e vir como fonte de lucro para grandes grupos, ignorando o sofrimento da classe trabalhadora.