Daqui a exatos dois meses, o Brasil viverá um de seus momentos mais decisivos: o início das Eleições 2026. Não se trata de um simples rito democrático, mas de uma batalha de classes aberta. O povo irá às urnas não apenas para escolher nomes, mas para definir se seguiremos curvados sob o chicote do capital financeiro e do imperialismo ou se levantaremos, de uma vez por todas, contra a espinha dorsal da opressão.
A direita, como sempre, quer nos fazer engolir a história pronta: que o futuro é deles, que a miséria é natural, que a violência policial é necessária, que o abandono das periferias é fatalidade e que os privilégios dos poderosos são imutáveis. Eles querem que aceitemos migalhas enquanto banquetes são servidos em gabinetes blindados.
Nós dizemos: BASTA!
Trago no corpo negro, na voz rouca de quem vem de baixo, na trajetória de quem nunca pediu licença para existir, a memória viva de quem ousou enfrentar a elite e sua face mais cruel. Minha vida é um ato de insubordinação. Sou Guida Calixto, pré-candidata a Deputada Federal. Mulher negra, filha da classe trabalhadora que acorda antes do sol, servidora pública como monitora de educação infantil — onde aprendi que sem creche não há transformação —, advogada popular nas trincheiras dos despejados e oprimidos, e atualmente no meu segundo mandato como vereadora de Campinas, cidade que precisa ser libertada do jugo dos fazendeiros do asfalto.
Acredito que outro Brasil não é apenas possível: é urgente, necessário e será construído à força da organização popular. Um estado de São Paulo com soberania sobre nossas riquezas, com direitos reais — não promessas —, com dignidade para quem produz e poder para quem sempre foi tratado como ferramenta. Não queremos migalhas: queremos o conjunto da obra. Queremos bem-estar para a classe trabalhadora, da creche à universidade, do salário à terra, da saúde à cultura.
Venha com a gente nesse movimento. Não peça permissão. Pegue a bandeira vermelha e venha construir, com suor e esperança, o futuro que a burguesia teme. O amanhã é nosso — e ele começa agora.
Vem com a esperança que não se curva, a esperança vermelha.